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AMECON
As exigências do
processo de desenvolvimento nacional, consequentes da
independência do nosso país, têm estimulado um crescimento
sem precedentes da formação de economistas moçambicanos. Com
educação formal diversa. obtida quer no país quer no
estrangeiro, os economistas moçambicanos têm se empanhado no
exercício profissional nas mais variadas esferas da
investigação, ensino, consultoria técnica e gestão da nossa
economia e sociedade.
Nota-se porém, que o progresso individual nas qualidades e
desempenho profissional dos economistas tem sido prejudicado
pela falta de uma acção de grupo. Não existem oportunidades
de os economistas em Moçambique fazerem o intercâmbio de
ideias, de trabalhos e de experiências, de conviverem como
classe sócio - profissional.
É convicção dos economistas moçambicanos de que a elevação
do nível do seu contributo para o desenvolvimento nacional
impõe a institucionalizaão do intercâmbio sistemático entre
os seus membros, visando pricinpalmente impulsionar: a) o
contínuo esforço de superação individual nos domínios tanto
teóricos como práticos no campo da economia; b) a elevação
do seu desempenho profissional e conduta moral; e c) o
incremento da colaboração com as instituições de pesquisa e
ensino da economia no país, procurando também influenciar a
melhoria da formação formal local de futuros entrantes no
seu grupo profissional.
A Associação de Economistas deseja-se que seja nacional e
comprometida com preocupações nacionais. Os seus esforços de
independência e liberdade de pensamento visam sustentar a
procura permanente de alguma "ideia" válida que possa
contribuir, ainda que de forma simples, para a edificação da
nossa economia e sociedade. Ao se afirmar o carácter
nacional da associação refuta-se a eventualidade de se
tornar em "extensão" de alguma instituição externa para a
qual se deveria alguma fidelidade de pensamento,
posicionamento ou alguma obrigação de "fazer resonância".
É-se sim pelo intercâmbio amplo, porém sem subjugação ou
sufocação.
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